Wednesday, August 25, 2010

"Barbies Botox"


This is something I wrote for the day of poetry... in "here" (21st March)... a few years back.
Barbies botox…

Numa sombra de censura, levanta a perna o juiz e diz: “Que quem discorde de mim, leve o gado descalço, amanhã pela madrugada, a pular a cerca do Sr. Vigário!”.
Ninguém mais na assembleia, ousa levantar uma mão que seja… ninguém gosta do frio que faz de madrugada… e assim jaz São Valentina, na beira do rio, tudo porque não houve mão que ousasse quebra-lhe o frio…


LA TRANSGRESIÓN
(Cristina Peri Rossi)

En la ciudad, hay una consigna:
«No amarás al extranjero.»
Babel, sardónica,
se ríe del viejo emblema
mezcla lenguas diversas
declina los verbos muertos
y apostrofa en occitano.

Descubre palabras raras
y las lanza entre los dientes
como piedras de un río arcaico
-primigenio-
He de hacerme un collar
con esos abalorios,
señas de identidad de extranjero.


LA OFERENDA:
(Cristina P. Rossi)

Ama las casas,
como las diosas profanas,
amaban los templos en su interior,
a la luz de las ardientes velas,
con el perfume dulce de las ebrias belladonas.

Celebra los cultos sediciosos del amor,
en lenguas diversas:
Griego, latín y un dialecto olvidado,
se mezclan en su boca,
como pétalos de un ramo gotean las sílabas de varias fuentes...
... y la palabra obscena cae, como licor colmado...
................... como la última oferenda.”


No dia seguinte, quando todos pensam que a parideira foi levar a cabo o poema, eis senão que… o padre morrera!

Volta de novo a assembleia, à discussão do ventre… juntam-se os juízos de valor a norte, a razão de ser a sul… e as beatas em cada porta de saída… nada passará impune por nenhum acaso. Todos aqueles que ali forem dizer de sua justiça, ali perecem na mesa do optimista. A cidade alheia morreu moralmente. Não há jurado que aguente!

Quem preside foi publicitado em Marte, uma vez que os residentes não votam. O voto presente, seria visto como contestatário ao padre vigente… mas e agora? Agora que ele morreu, na moral do eleito pedófilo talhante, quem mais irá ocupar o cargo de todo poderoso, na aldeia do pedinchante?

As vacas foram agravadas no sagrado do leite, as ovelhas tresmalharam no abismo do deleite… as galinhas fazem de galo, numa época em que o galo é servido ao jantar com legumes e azeite… tudo no tradicional se desfaz, neste natal que se passou ao sol… sem réstia de moral.

"Morri às portas do primeiro Cristo
Neste sossego que desconheço
As índias valeram bem o meu apreço
Debaixo de fogos que recomeço

O incesto foi posto pelo rei seguinte
A mim que o refugio em ser pedinte
Solteira imposta por profissão ardente
Domino à mesa a refeição demente

Descaminho dentada em acepipes
Afogo sorrisos quentes em galos tristes
Canto envenenada sem apetite
Toda a poesia que em mim resiste

A vida encarece-me em tons de azia
O espírito que por fim já arrepia
Vomito sem guia no coração presente
A frieza sadia da minha gente

Na redoma que viu partir vazia
No idioma que suspira: “Viver doía!”
Usufrui dizer: “Beberei um dia…
…o amor dormir em alma mia…”
E o eco insistia… “Eu ia, eu ia…”

(Rosa de morte, à beira do abismo! 14/15 Julho o6)


Chove, porque na ausência de um poder mais puro, ainda rege uma lua, que lava tudo aquilo que lhe transpira inseguro… há no coração de uma deusa Vénica, ainda a infeliz premissa, de que o príncipe (tal qual cavalaria do oeste) chega tarde, mas aparece!

E assim, na ideia louca de um final feliz para sempre, existe a única força segura subsistente: a crédula no amor terreno. Aquela que assegura em pés juntos, a Este & O(u)este, que será neste ultimo elemento de amor, que toda uma espécie não se engolirá no abismo das penas por si mesma.

Existe um pressuposto, para além de todos estes: “a morte está assegurada, d’um inferno não há certezas absolutas… algumas dantescas obsoletas… e nada mais.” Posto isto, e como a comodidade vale mais, do que a honra de dormir sem sobressaltos (até porque para a consciência, também se vendem comprimidos na farmácia mais presente, que ajudam a compor de noite… a mente)… e coração de nada vale, se atraiçoar sistematicamente o cheque à entrada do depositário.

Quem quererá assinar uma hipótese de amor, nos dias correntes? Os divórcios de amor são tão mais simples… tentar a felicidade, uma estrutura, manter família a dois… é muito menos cómodo. Em três tempos tudo se dissolve… o coração apaga a dor no amor, e já se procura mais caça no horizonte… algo que não engorde muito de preferência, porque a silhueta também é importante, para ganhar os milhões do preço certo.

A tele-visão veio para ficar, a imaginação perdeu semblante… à barbies em toda a parte, não vale a pena sonhá-las… qualquer loja de crianças as vende em sacos botox, à meia dúzia, pelo preço de duas…

“The heart dies a slow death… shading each hope like leaves…
Until one day there are none… no hopes, nothing remains…
(…she paints her face, to hide her face…)
Her eyes are deep water...
It is not for geisha to want…
It is not for geisha to feel…
Geisha is an artist of the floating world…
She dances… she sings… she entertains you… whatever you want…
The rest is shadows…
The rest is… secret.”

“Memoirs of a geisha” (excerto do filme) Lx, 4 Janeiro 2007

A mim tudo isto me deixa desarmada de par em impar… nunca fui de ver o sonho… preferia imaginá-lo. A barbie nunca era como eu queria... tudo em si de pequena fantasia, era sempre alterado, na esperança de alcançar o imaginado. Em vão… a minha imaginação transcende a norma consumista lojista… a loira de mamas grandes e pernas altas, agrada a maioria que não lia os contos de fadas ao deitar… aquela maioria que vê os felizes para sempre, em filmes dvd…

Ao contrário do que me suspira, não rende fazer minoria às prateleiras do desespero. Porque a final, tudo o que se vende naquela loja de sonho forjado, são pequenas ilusões de um criador qualquer, que lhe parecia agradar as massas assim mesmo… loira, de olho azul e rabo do desassossego… Já eu… ultimamente… ando a arroz! Vá-se lá saber porquê…


“AMAR AMAR AMEI”
(Lx, 6 Maio2006)

Ligar amar amor
amar amar ardor!
parar amar parou
parar amar parei.
Ligar voltar volvi!?

Corri morri sofri!
amei amor voltei
amei amor amei
amar amar amor...

Liguei amei sarei
Liguei amei perdi
Ligar amei morri!

Correr partir sentir...
amar fugir fugir... fugir.... fugir...
amar morrer partir
amei comi mordi

Corri parti fiquei
amar amar amei!
amar morri amor
amar doeu ardor

Amar amar sofri!
Ardi fechei morri
Amei amor morri...
Amei amor fugiu
fugi dormi comeu
fugi vivi dormi...
voltei amei amei!

Deixei morri amei!
ardi ardor segui
amei liguei parti
amei ardi fugi, fugi, fugi, fugi....
morri vivi chorei!
chorei amor amei... te.

Senti morri cansei...
deixei ardor amei
doeu morreu a dor
doeu morreu o amor.

will you ever forgive me... leaving loving you?


(Lx, 10/11 Fev 07)

Tuesday, August 24, 2010

A new SOLAR SYSTEM was found!!!! :))


Isnt this great news!:) They say it look like ours... but with seven planets! Imagine the possibilities!:);)

Monday, August 23, 2010

"Touch" by Clara Andermatt


This is a contemporary dance show by Clara Andermatt & her dance company: CPBC (Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo)... also the lines behind the show... are just awsome!:)

"Um toque que sopra lá do fim do mundo.
Nunca sabemos quando nos toca... e muitas vezes porque nos toca e como nos toca...
O som tem um tempo eterno e o espaço todo é infinito...
Como vem de lá não sei... mas é perfeito!"

(Clara Andermatt)

Saturday, August 21, 2010

Felis Cumpleaños!


See... I still guard all ur presents as well!:)

"a portuguese blog entry..." :);)


A dear friend told me she would like to see me wrtting in here, also, in portuguese... once and a while... so here goes... "for you"... "Velha Chica"!:)

So here goes... a portuguese poem, by Rosa Melo:

"Inícios"

Tapeçarias
Nos trilhos enluarados.
Sombra e Luz
Quebradas aqui e ali
Por espessas linhas de som.
Outras, agudas.

Se, por insistir,
Já o mar se adivinha,
Cómoda transfiguração
De metais e verdes
Que sempre me ocorrem
Quando adormecida.
Porém, acordo
E é já luminosa voz
Plena de alegres timbres.

Vêm em bandos
Ponteando o espaço
Dissolvendo verticalidades
Nos olhos curiosos
Que trazem nas mãos abertas.
Estendendo-lhes a minha.


Li este poema no dia q morreu o meu querido avô... fez imenso sentido. Agora é para ti... "Velha Chica"... tb eu, qdo morrer... quero ver Anngola em paz!:)

Friday, August 20, 2010

"wild is the wind..." by Nina Simone


Love me love me love, say you do!
let me fly away with you...
for my love is like the wind, and wild is the wind...

Tuesday, August 17, 2010

under water roses...


... i wish i was sometimes "there" too...sigh!
What an awful night Im having? I just cant sleep today... my head bursts in pain, my all body follows... im so tired of it all sometimes! sigh i keep fighting for an ideal of happiness that just cant... be? 8/

Monday, August 16, 2010

"Comme moi" pour Edith Piaf


La belle voix! If u can, try and listen to it... I'm listening in a "live-cd":) She just takes out all our skin and drifts away with it... with her... within... and sideways! sigh

"comme moi" lyrics:


Peut-être bien qu'ailleurs,
Une femme a le coeur
Eperdu de bonheur
Comme moi...
Et que d'un geste heureux
Elle soulève un peu
Le rideau de soie bleue,
Comme moi...

Pour regarder en bas
Son amour qui viendra
La prendre dans ses bras,
Comme moi...
Elle attend son amour,
Les yeux de son amour,
Les bras de son amour,
Comme moi...

Peut-être bien aussi,
Qu'à l'instant, elle vit,
Le meilleur de sa vie,
Comme moi...
Et qu'en fermant les yeux,
Elle abandonne un peu
Sa main dans ses cheveux,
Comme moi...

Peut-être qu'à son coeur,
Elle épingle une fleur
Et puis regarde l'heure,
Comme moi...
Et pense à son amour,
Aux yeux de son amour,
Aux bras de son amour,
Comme moi...

Peut-être bien encore
Qu'elle entendra plus fort
Son coeur battre et qu'alors,
Comme moi...
Elle voudra crier
En entendant monter
Un pas dans l'escalier,
Comme moi...

Comme moi dans l'instant
Où mon coeur en suspens
Se retient un moment,
Contre toi...
Et puis meure, mon amour,
Dans tes yeux, mon amour,
Dans tes bras mon amour,
Mon amour...


..it's for u... ma belle fleure:)

Sunday, August 15, 2010

Sunday, July 25, 2010

Painting in sand...

... I will dedicate this post, to all my friends OUT there!
I know Ive been a bit "far" these days, but my grandfather's death stroke me pretty bad... but Im feeling much calm lately... and i just wanted to share it with you:)

This video is my sign of friendship... thank you all 4your patience!:)
loves you... AR

Saturday, July 24, 2010

"Waiting on a Waitress..." (It's a poem I wrote a long time ago... and now I seem to be "recycling" this feeling toward someone new!:))


Someone's sick reality just stroke me through!
Those eyes, the moon...
knocked down this forehead noon
in between... did anyone moaned?

Tasteless wines are about to be re-invented
I’m sure they will... I’m able to see that too!
You see... my sore eyes usually get translucid...
...with the sights of you

So long ever after... but not long ago,
I still find thoughts... within the blue
I will hopefully distill,
aging memories out of you...

Into stolen spirits I dive,
while carefully stays this intent... in laying between the oak
Always against my will I tell them!

My heart is 'woodenning' here,
within floating wishes... for my careless waitress...
Once again, she drives me insane.
All the same, I came...

I long to forget,
all this empty green bottles she kept
Night after day... quite careless I might say?

but then... there's this 'body of mind' firmly staying...
as still as can be... standing there:
waiting on her
wetting just lips
waiting on leaves
waving on hands
leaving painful sweets in store... as she leaves me dry and sore...

you see...
each night I must pay, to go and see her move
night after day, thousands of barrels are presented my way:
Waiting on tables,
drinking white sables,
my taste perceives no happy ending?
I unable the pain, by calling on her once more...

I keep calling this wait!
I see her slide... she is on her sway...
'More barrels of wine', I usually say

The night is young,
alcohol starts its journey...
I see you through, though there are no signs of you?
The truth is mine alone...

Barrels of fouls parade along my shore,
pronning their heads to my waitress to be
Wondering there, just like me: 'Were all those bottles ever meant... to keep?'

Closing time starts its arrival... unwillingly,
I need to ask my waitress the usual:
And so I wave
And so u smile
I pay.
We leave alone... where to? Home?

Uncertainty takes its place,
I question my 'body of mind': were all those barrels worthwhile?
Will she dream of me tonight?


Lx, Junho 2005
(last edition: 24July2010)

Cats can learn the UNDERwaterLOVE too!



A dear lez friend sent me this video, which i thought was great!
Enjoy u all:)

Friday, July 23, 2010

"Fazedora de Letras" #69 (2)


"É cruel a certeza com que te digo: a memória não perdoa o fogo...
... arde comigo!"

(by Gonçalo Branco)

"Fazedora de Letras" #69 (1)


The "Fazedora de Letras" is a poetry magazine... and here are some poetry lines from it...

"ENCOSTAR-TE-ÁS AQUI, COMO SE O POEMA FOSSE UMA ALMOFADA..."

Friday, July 16, 2010

"Blind Willow, Sleeping Woman" (by Haruki Murakami)


Im reading this book these days... it has been a long time, since i started to read a book from beginning to end... life has become such a "rush" lately... and not in a good way!? sigh

But Ive decided i will break the "strss" in it, even by "force" if necessary!?lol ;) and so... Im starting a new book:) And here are some lines i thought were great... along with the imagining pictures...

"(...) Ainda assim, ela conseguiu desenhar uma montanha. E uma casinha no topo da montanha. Dentro da casa uma mulher dormia. E a toda a volta da casa cresciam salgueiros cegos. Tinha sido por causa dos salgueiros cegos que a mulher adormecera.
(...)
Os salgueiros cegos estão cheios de pólen, e quando umas moscas pequenas transportaram o pólen agarrado às patas para dentro do ouvido da mulher, ela caiu num sono profundo.
(...)
Visto de fora, à superfície da terra, um salgueiro cego pode parecer pequeno, mas tem umas raízes espantosamente profundas - explicou ela.- Na verdade, a partir de um determinado ponto deixa de crescer e começa a enterrar-se cada vez mais. Dir-se-ia que se alimenta de escuridão.

- E as moscas transportam o pólen para dentro do ouvido da mulher e põem-na a dormir- atalhou o meu amigo, vendo-se aflito para acender o cigarro com os fósforos húmidos. - E depois o que acontece às moscas?
- Devoram. Saciam-se e comem a carne da mulher por dentro, naturalmente - disse a namorada do meu amigo.
(...)
Agora me recordo: nesse verão, ela também escreveu um longo poema acerca do salgueiro cego e fez questão de o traduzir para nós, do princípio ao fim. (...) Inventou uma história, com base num sonho que teve certa noite e depois passou uma semana na cama a escrever esse tal poema que nunca mais acabava.
(...)
A fim de salvar a mulher adormecida do efeito do pólen, um jóvem aprestava-se a subir à montanha. (...) Abrindo caminho por entre os frondosos salgueiros cegos, o rapaz subiu vagarosamente a montanha. Ele era o primeiro a chegar lá a cima, depois dos salgueiros terem invadido tudo. Com o boné sobre os olhos, usando as mãos para afastar os enxames de moscas que à sua volta zumbiam, o jovem continuou a sua escalada, apostado em ver a mulher adormecida. A fim de a acordar do seu longo e profundo sono."

It's a bit violent... some sort of modern "Sleeping beauty" perhaps?
Im repeating this picture...I know...lol... its just that... it had to be "this one"... again?

Wednesday, July 7, 2010

Poema Celta de Amor (Anónimo Irlandês: séc.XV)


"Dúvidas de Amor"
(in "O Imenso Adeus")

Como passa meu amor, o meu escolhido em muitos mil?
Ninguém adivinha a dor que sinto, quando me dizem que não passa bem.

Eu sempre quis crer, que outro não era o teu amor.
Hoje porém ouvi contar um conto diverso, que me fez penar.

Não te agastes comigo, que contos contados não são verdadeiros.
Culpa não tenho, das invenções que o vento assobia?
(...)
Teus olhos matreiros só apregoam o amor, que me dá em troca do meu.
Muito gostava de ver em teus olhos, a luz de um amor que oferece sem pedir.
(...)

It's simple but truthful! It's the so called... butterfly effect!
If you never give, but take... you keep changing & destroy the so called *love wave*...

Tuesday, July 6, 2010

'Queer Lisboa' is back!



The gay cinema festival is back!
It will be this September... check out the official site at:
www.queerlisboa.pt

Saturday, July 3, 2010

Im feeling LIFE again!!!!:)


I believe the world is FINALLY turning around!
I believe the NEW ERA is finally kicking in!!! yeee!
At last! Caraças!!!!lol

Thursday, July 1, 2010

Im so tired...sigh!



"Glory Box" by Portishead

I'm so tired, of playing...
Playing with this bow and arrow, gonna give my heart away...
Leave it to the other girls... to play
For I've been a temptress too long!...?

Just...
Give me a reason to love you?
Give me a reason to be... a woman?
I just wanna be... a woman...

From this time, unchained... always looking at a different picture,
Through this new frame of mind... a thousand flowers could bloom?
Move over... and give us some room! ye

Give me a reason... to love you
Give me a reason to be... a woman...
I just wanna be a woman... it's all i wanna be...

[INSTRUMENTAL]

So don't you stop... *being a man*!;)
Just take a little look... outside!
Or from our side... when you can?
Show a little tenderness... no matter if you cry?

Just...
Give me a reason to love you!
Give me a reason to be... a woman!
Its all I wanna be... is all... woman...
For this is the beginning... of forever and ever!
oh... Its time to move on... ...

Wednesday, June 30, 2010

"O Anjo de Pedra" (a dark fairy tale...)




Argolas de erva e memórias,
pelo caminho ruiu tudo... passei por onde ela chorou.
Sem estrelas, a norte explode-lhe a noite!
Eu sonho-ta... indiferença.
Já bate a dor no anjo de pedra?
Ainda lá está?... ainda cá estou.
Entrou por onde esse amor?
Fica sempre para depois... o refundir a dois.
A desculpa, o perdão e a perca... sempre sem razão.
Tudo para o final da tarde... bem ali ao fundo, a portajar o meu bem querer... num vão de escada!
Espera... não, volta!... vem bater... o não, que desvio de coração!

Noites passadas, pesadas, pensavas entre vácuos e recuos: um anjo, a prenda, o milagre presente... em fim, a luz?
Mal formada a mensageira... reprimida, pintada de preto num corrimão de flores... viaja sem vantagem à cabeceira:
1- o filme imaginado a duas...
2- a música que ficou na dúvida?
3- entre paredes e chão... a realidade enterra-me, o sofá na televisão!

Não queria sonhar-te de novo!
Adormeci-me numa caixa vazia; e agora obrigas-me a volta: em ti voltarei a dor?
Tudo me muda e me lembra... mais um dia desse amor...
Desejo o filme, que no caeiro ficou... embalo futuros, até chamá-los de cor!
Um sorriso, o carimbo no chão... e volto sem querer, à primeira mão... aquela flor... "Hotel Mariot".
Desço sem olhar o luto, mais escadas e um grito!
Era nesse... teu final absoluto?

Aqueci a água às rosas, perguntei à chuva por ti: porque me deixou ela morrer assim?
Dói, desce, chove... mói, ai!... chuvia?... em mim mais ninguem queria!
Levo sózinha, teu guarda-chuva ao abrigo... o sol, o perigo... ver para além de mim???
Esforçar esse amor comigo?... querer, moer, viver... amar para sempre... o fim!

Viver... é saber amar sem temer naufragar.

A espuma dança, a chuva morde... e eu não esqueço: aquela guarda, o meu perdão... perdeu-se o amor de verão!
Nesse passeio, piso sem àrvores vários destinos... mas foi o dela, que entrou e saiu comigo...
Mas onde anda essa entrada de dor? Na pedra, no anjo... na cor?

A rosa murcha... estendi-te numa mesa ensaida de branco: velam anjos de preto por dentro!
Engano a alma, a ilusão, a solidão... e afinal... ela só me esperava noutra carta de amor!
Amor na agressão, na morte das palavras... responde-me em “asas nunca ditas"... reage-me em oposição!
Atravessa-me a pele, o cheiro, a fusão!... alimenta-me a fome comigo!
Lamento, não sei jogar neste centrimetro?
Sei correr para lá da meta... atingida ao peito, prometo ao espelho d’àgua... amar-te no que não for refeito!?

Reflectes saudades que são tuas, nas mesas, nas vozes, às vezes... e eu lamento-nos a sul... sem estrelas, fugi!
Sim, já me sonhas na diferença... no seio das pedras, restas-me em receio... bate-me o chão!
Coração... queria poder amar-te o “não” em todas elas!
Com... ou sem sentires as perdas, minha pedra polar, basta pensares em mim...
..... e estarei sempre... eu e meu pesar... ligada a ti.

(Lx., entre 25 e 26 Dez. 2009 )

Friday, June 11, 2010

Afraid to fly? (my last "fly edition"!lol)



"I would love to Fly!
Hands up high... & just let go!
Still... first flights scare me so?
my gentle cloud,
won't you close my eyes?
won't you love my sore?
my gentle dove,
why dive in dry?
why sigh in high?

Eyes wide close... & maybe we might?
Drown this tears... & maybe i die...
Your tidal ways, lead this fall
My gentle sways, feel my hole

Will an angel catch my soul?
Will thy heart seal this stroll?
my dandle words
your dreary thoughts

You know... sigh
I never meat to kill the start?!"

(Lx- 1Jul2010)


"i would love to fly
eyes close, hands up high...
and just let go...
but first flights scare me so?
my gentle cloud,
wont u close my eyes?
wont u love my sore?
my gentle dove, i must dive in high!
with eyes wide close, maybe i might?
leaving dark thoughts behind,
and be drowned into your… tidal eyes
oh this fall...
would my angel catch my soul?"

Lx, 19 Nov. 05 (edição: 11 junho 2010)

Monday, June 7, 2010

"Duas Sereias Num Caracol de Amor..." (lez poem & painting)


Certeira na curva, olhei de cima... tua varanda recua?
Giro o azul mais depressa, deixei cair um dedo!
Volteio-te de olhos cerrados, alma fechada...
Vieste sentir a fuga? O lugar do medo?
A saida rugiu primeiro... fui... floriu?
Aceito o desafio:
Fico-te mais um serão... acendes a vela?
Danço-te nela... a luz e o perdão.

1st LESBIAN marriage in PORTUGAL!!!!:)))


Congrats!!! Teresa & Helena, you finaly did it!!! May u both live happily ever after!:)))

Tuesday, June 1, 2010

"Baleias na areia..."


I had this vision... of whales on the edge of the seashore... searching for the ocean? not knowing they were drowning within... in the tip of the sand... wishing to be rescued back to... dryland?
I feel like diving in!

This is something I wrote a long time ago...

"Baleias na Areia

E a Baleia foi andando, de costa em costa, à procura do oceano.... disseram-lhe que era lindo que se via da pontinha da areia e tinha uma vista sem fim. De facto, pensava ela, é impossível que eu alguma vez o tenha visto. Não me passava despercebida uma vista ‘Linda!’, segundo dizem...

O mais importante de tudo era a beira de água, era esse pormenor que mais a preocupava, ter que ficar mesmo à pontinha da areia, para ver mais e melhor. Ela achava sempre que era o pormenor da pontinha que a impedia de ver o Oceano, ela não conseguia sair completamente fora de água. Nunca o tentara verdadeiramente. Nunca se atrevera. Mas nunca tinha ouvido falar em Baleias na Areia!? E receava sempre tudo aquilo que nunca ouvira falar. Sobretudo o que nunca ouvira falar? E curiosamente, aquelas coisas de que toda a gente falava banalmente, ela também não conhecia? Era um mundo estranho… aquele em que vivia. Era um esforço enorme e diário, tentar adaptar-se às coisas novas e velhas, que continuamente ficavam por conhecer e ao mesmo tempo fazer um sorriso para os outros, como se nada daquilo se passasse...

Mas o Oceano! Esse! Ah! O Oceano, esse… ela prometera a si própria que ia um dia conseguir vê-lo... Só faltava a história da pontinha da areia, chegar mais perto!.... Que Raça! As ‘coisas’ da vida às vezes também podiam ajudar um bocadinho, não é? Não poderia a pontinha da areia entrar um bocadinho na água. Só durante um bocadinho, para que ela pudesse espreitar o Oceano. Esse coisa linda de que toda a gente falava....
(continua... 26 Maio 2004).

Era pedir muito que aqueles dois grãos de areia me saltassem para os olhos? Acho que deixando de ver já posso perder as esperanças em vê-lo. É que eu já tentei de tudo...? Durante uma vida, eu tentei apenas uma coisa: chegar-me à ponta da areia, para ver o que todos viam. Para que, pelo menos numa coisa, eu pudesse estar de acordo com os outros...

Os outros. E em tudo na minha vida, velha ou nova, existem sempre ‘os outros’. Se eu não estivesse que estar sempre a ter que me adaptar não era tão bom? Aos outros... Às coisas dos outros. Cheguei a pensar em desistir dos outros... Acho que houve momentos em que eles lá não estiveram mesmo, mas ‘eles’ andam sempre por aí e é difícil não colidir... E depois, havia aquela coisa linda de que eles falavam e me levava a querer saber mais. Aquela palavra que parecia vir encher por dentro, depois de nos sair pela boca... O Oceano.

E durante uma vida, reuni toda a informação possível, eu falei com todos os outros possíveis, acho até que me chamavam a Baleia do -Ó, quando eu passava... E a minha conclusão era sempre uma, para ver melhor o Oceano, há que se colocar bem à beirinha da areia e olhar o mais longe possível. Baleias na Areia. Esta parte é que lhe faltava preencher.

As perguntas que fazia nunca eram directas e nunca ela começava o tema de uma conversa, ela entrava sempre a meio. Se estivessem a falar do ‘grande- Ó’, então ficava até ao final, e ao ‘outro’ mais pequenino que estivesse do seu lado, perguntava, como se nada fosse, ‘E no Oceano, também existem outras Baleias?’. Nunca se atrevera a perguntar directamente, ‘Como é que eu faço para ver o Oceano??, ou, ‘Como é que eu chego à ponta da areia?’, ‘Como é que eu me meto de pontas?’, ‘Já alguma vez ouviu falar em Baleia na Areia?’, ‘Como é que as Baleias do Oceano passaram da água, pela ponta da areia, para dentro do Oceano?’.

Esta última questão é que era a verdadeira questão. Ela queria acreditar, que se houvesse uma Baleia corajosa o suficiente para deixar as águas e passar para o tal Oceano... Não. Isto não era uma questão de coragem. Era preciso, era descobrir ‘o truque’... Baleias na Areia de pontas. E o mais importante, era que todas as Baleias desse Oceano ‘o’ sabiam. Todas elas também tinham passado uma vida à procura do ‘salto’... O Oceano não seria um lugar cheio de ‘outros’, mas apenas de Baleias na Areia, como ela. Devia ser um sítio interessantíssimo, onde importava apenas o redor e o presente e não todas aquelas coisas novas e velhas, de longe e de perto, que todos os outros falam a toda a hora e todo o momento…
(continua...? 27 Maio 04)."

Wednesday, May 26, 2010

"A correia" (a poem of mine)


(1)
Ao longe, corre uma bailarina naquele grão de areia: a correia
O vento balança a ponte
deslizas suspiros... aos montes,
num moinho envolta a fonte

(2)
Não há presságio que tranquilize,
este pássaro tem mesmo que partir...
as flores chamam por si: verde, hera... a primavera?
Quantos mais rios vão passar por mim?

(3)
A grade já lá não está, houve um remoinho que a levou...
O Santo morreu, ninguem sabe o que ele pregou?
Não há milagre para mais uma corrente,
presa ao lume, a vagas levantadas correm para poente...
afinal havia lá mais gente

(4)
O Castelo persiste, sem eco nem cheiros
As dores evocam nectares certeiros
A cesta chegou vazia, a roupa levou-a também a ria
E sem moer, temer, amar... naufragar?
Sonho-te para sempre... na minha poesia.


(...or... the 2nd "4"?)
O Castelo persiste, sem eco nem cheiros
As dores evocam nectares certeiros
A cesta chegou vazia, a roupa levou-a também a ria
E sem moer, temer, amar, naufragar... um coração inteiro?
Sonho-te em mim... maresia: para sempre na poesia.


26th of May, 2010

Tuesday, May 25, 2010

"pictures of you" (lyrics by The Cure)



"I've been looking so long, at these pictures of you
That I almost believe they're real
I've been living so long, with my pictures of you
That I almost believe... the pictures are all I can feel

Remembering ...
You... standing quiet in the rain, as I ran to your heart to be near
And we kissed as the sky fell in... holding you close
How I always held close in your fear

Remembering...
You... running soft through the night, you were bigger and brighter and whiter than snow
And screamed at the make-believe... screamed at the sky
And you finally found all your courage... to let it all go

Remembering...
You... fallen into my arms, crying for the death of your heart
You were stone white, so delicate... lost in the cold
You were always so lost... in the dark

Remembering...
You... how you used to be slow drowned
You were angels... so much more than everything
Hold for the last time, then slip away quietly
Open my eyes... but i never see anything

If only I'd thought of the right words, I could have held on to your heart...
If only I'd thought of the right words, I wouldn't be breaking apart... all my pictures of you...

Looking so long... at these pictures of you, but i never hold on to your heart
Looking so long... for the words to be true, but always just breaking apart... my pictures of you...

There was nothing in the world, that I ever wanted more... than to feel you deep in my heart
There was nothing in the world, that I ever wanted more... than to never feel the breaking apart... all my pictures of you..."

Thursday, May 20, 2010

Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa... (a poem by Alvaro Campos)


Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Exceto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...).

Sinto uma simpatia por essa gente toda,
Sobretudo quando não merece simpatia.
Sim, eu sou também vadio e pedinte,
E sou-o também por minha culpa.

Ser vadio e pedinte não é ser vadio e pedinte:
E' estar ao lado da escala social,
E' não ser adaptável às normas da vida,
'As normas reais ou sentimentais da vida -
Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta,
Não ser pobre a valer, operário explorado,
Não ser doente de uma doença incurável,
Não ser sedento da justiça, ou capitão de cavalaria,
Não ser, enfim, aquelas pessoas sociais dos novelistas
Que se fartam de letras porque tem razão para chorar lagrimas,
E se revoltam contra a vida social porque tem razão para isso supor.

Não: tudo menos ter razão!
Tudo menos importar-se com a humanidade!
Tudo menos ceder ao humanitarismo!
De que serve uma sensação se ha uma razão exterior a ela?
Sim, ser vadio e pedinte, como eu sou,
Não é ser vadio e pedinte, o que é corrente:
E' ser isolado na alma, e isso é que é ser vadio,
E' ter que pedir aos dias que passem, e nos deixem, e isso é que é ser pedinte.
Tudo o mais é estúpido como um Dostoiewski ou um Gorki.
Tudo o mais é ter fome ou não ter o que vestir.

E, mesmo que isso aconteça, isso acontece a tanta gente
Que nem vale a pena ter pena da gente a quem isso acontece.
Sou vadio e pedinte a valer, isto é, no sentido translato,
E estou-me rebolando numa grande caridade por mim.
Coitado do Álvaro de Campos!
Tão isolado na vida! Tão deprimido nas sensações!
Coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia!

Coitado dele, que com lagrimas (autenticas) nos olhos,
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha olhos tristes por profissão
Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa!
Coitado dele que tem tanta pena de si mesmo!
E, sim, coitado dele!

Mais coitado dele que de muitos que são vadios e vadiam,
Que são pedintes e pedem,
Porque a alma humana é um abismo.
Eu é que sei. Coitado dele!

Que bom poder-me revoltar num comício dentro de minha alma!
Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.
Não me queiram converter a convicção: sou lúcido!
Já disse: sou lúcido.

Nada de estéticas com coração: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido.

Wednesday, April 21, 2010

Mia Couto (in "A chuva Pasmada")


"Ante o frio,
faz com o coração,
o contrário que fazes com o corpo:
despe-o.
Quanto mais nu,
mais ele encontrará o único agasalho possivel:
amor num outro coração."

Tuesday, April 13, 2010

"31" by rayaah (http://rayaah.shoe.org/)


This is one of the most beautiful texts I ever read on loving someone "for life". It was written by this "shoe girl", whose nick is "rayaah", at www.shoe.org... (it was once a nice lesbian site, but lately (& unfortunately!?sigh) it has become a "money making machine"... oh well... still, there are nice ladies still resisting in there! You go sisters!
Hope you might "love this ode" aswell!:)


"No form of art, no type of expression can ever convey the feeling I have…My physical and moral exhaustion, the explosion of emotions I have undergone, the tears of love, of pure happiness…

I went from meeting friends I hadn’t seen in years, and their daughters, both of whom I saw the first day they breathed, the love they gave me, the memories brought up by a few words, a hand resting on a knee, a color of skin, an expression…To my glorious Africa…

I watched the semi jungle, the intricate patterns of leaves, the parasite plants gracefully invading unbelievably beautiful trees, the lines of coconut trees, the formidable baobabs, home to magic forces, the waves breaking on rocks, the lakes, the whole voodoo land…And for the first time in my life, I understood the serenity it brought only meant what I saw mirrored my own inner self…I will carry it everywhere, all my life…
Add the happiness of a mother to see her son come unexpected, being shown various plants I don’t know, being offered fruit by people who have nothing, children waving, finding myself in the middle of a typically African yard untying crabs, running after them, being spoken to in Mina, and I am already far, swimming in my own essence, finding answers to questions that do not exist, self-evident peace after so much pain, and I am a walking overwhelmed African, who has worked so hard to get to that peace of mind the emotion is just too pure.

And as life has to go on, I found myself meeting a friend, who invited me to get what my angel sent…Overwhelmed...I felt honoured by the woman I love, incredibly blessed, and already, I could not express it, even to her. Her handwriting, her perfume…My wife, a few seconds from me, a touch from me, her love surrounding me...And I was just unable to say she is all my life...She knows...What she gives me fills me with so much happiness I find no words…Little did I know then…

A few hours later, waiting for my friends, who rely on me, and for whom I have tried to be strong all year long…The smiles, the shy hugs, the words…It feels so incredibly great to see that smile, hear that voice again…Speaking of my angel…And telling me she has been an angel without telling me…It makes me smile…And love her more each second…But what I do not know yet is that I am about to live the most beautiful and overwhelming moment in my existence…I don’t even know how to express it…
The thought, the time, the energy, the love, the taste, her voice, her words, her explanation, the Taureanness…The tears of love…I have never felt so much , so well loved, and so eager to offer my life to anyone, because I know it is all I have, and it belongs to her. I don’t know if it is the new emotions she has brought into my life…I just have no words…
They never sound powerful enough for her…I could say she looks beautiful, right now, as I am writing…She is so incredibly beautiful…But it is more than that…It is my soul running in her veins, hers in mine, in such a true and healthy way I cannot believe it…The woman I am watching, smiling in her sleep, is the most beautiful part of my past, she makes of my present life the happiest, the most fulfilling moment in my existence, and she embodies all my future…Timeless love.

I never thought I would ever meet anyone who could love in the exact same way I love…I never thought I would ever call a woman my wife…I never thought it was possible to watch one’s own love grow each second, and shine on every event, every thought, every dream…Today, I received more love than I have ever felt in my life…
And there are no words I could write that could express it, I don’t think I could ever feel more complete, closer to my own Truth, than now, watching over her sleep as I am willing to watch over her life…

I will never thank you enough…I will never thank life enough…
I am SO blessed."


Your comment: http://rayaah.shoe.org/

Sept 02 2009, 02:31:20
So beautiful it made me shiver! lol thank u... I needed to hear that it is possible to feel this *again*: "I don’t think I could ever feel more complete, closer to my own Truth, than now, watching over her sleep as I am willing to watch over her life…" (by "fijen" - one of my many nicks back then!;))

Aug 30 2009, 09:32:28
your words i understand so well and for that i am lucky, lucky to have found in a person the samething you have found in your lady. And i will be so happy when you both are in each others arms. happiness and true love it's what keeps me alive hugs xxx (by "shaz62")

"Todas as Cartas de Amor são Ridiculas", já dizia Fernando Pessoa...


"Cartas"

a mão arrefece sem assumir o medo,
sigo sem poesia, noutra carta dormente
e encerro a onda seguinte, num carimbo de sangue
há sonhos para lá da corrente
o anel ainda mexe, diz aluir pedidos ao ar
entre linhas que deviam calar, enrolar cada instante,
ela rasga mais um pedido a quente:
abraça-me no que voar por dentro!
o alecrim quer responder por mim: "sim"
restam bolhas, espuma e madrugada,
mas velarei amor noite fora
em sua barca, eu... e a minha amante mais amada.


12 Abril 2010

"O Amanhã"


*O AMANHÃ*

Não sei o dia de amanhã? Não faço questão.
Planear futuros está fora do meu alcance. Prevejo, antevejo, sinto, tenho direcção, mas não posso dirigir-me ao local de encontro sozinha.
Tenho que esperar que o mundo em meu redor me acompanhe, ou me queira acompanhar…
Que el@ perceba o meu trajecto comigo e queira fazer parte de um todo, no seu conjunto: a dois.
Não me adianta amar alguém na sua essência, saber ser capaz de @ fazer feliz, se esse alguém não quiser a felicidade comigo: a meias.

Não sei @ dia de amanhã? Não faz mal.
Eu sei que el@ virá assim mesmo...
O melhor a fazer é abraça-l@ sempre; e desejar que (sonhar que?) el@ queira um abraço a meias comigo.

Não sei o que me espera @ amanhã? Não espero mais nada.
Sei que amá-l@ (amar-te?) fará sempre parte de mim, mesmo que não sejas tu a amá-l@ comigo...


Lx, 2 setembro 06

Monday, March 29, 2010

Poetry "lost in translation"...


In a sequence of... 3:
1. The first one, written in portuguese: pure!

"Tudo o que o vento nos trás é vazio
tudo o que dá vida, me dá arrepio
um dia tão fundo
foram caricas de mar de garrafas
de sal
Bebo o sol porque de noite vomito
um pesadelo bonito
bebo o sal
Vai vida com as marés e os peixinhos
vai vida
vem fria comigo
Vida de sal desfaz-se em água..."

(Açores, no Parque Natural da Ilha do Pico, 8 Setembro 2000)


2. The last edition: perfection?

"Tudo o que o vento nos trás, é vazio...
tudo o que dá vida, me dá arrepio:
Um dia tão fundo...
foram caricas de mar de garrafas, de sal?
Bebo o sol, porque de noite vomito:
um pesadelo bonito... bebo o sal!

Vai vida, com as marés e os peixinhos... vai vida!
Vem fria comigo, compaixão:
vida de sal, desfaz-se em água..."

(ultima edição: Sabado, 27 de Março de 2010)


3. the possible translation (not word by word, but feel by thought): adaptation or death...

"everything wind brings is void!
everything that utters life, retraces my walk

the depth of the hollowest of days...
making way through lids of sea and bottles of sand

I tipple sun to avoid nightfall’s retch:
my beautiful incubus...
I sip salt to sail away inlove,
trawling along streams of fish

leave life!
come cold and lead me inshore:
lives of salt liquefy in water..."

(Sabbath, 27th March 2010)

Thursday, March 25, 2010

Eu só sei amar assim... (Lyrics by Zizi Possi)


“Muito p’ra mim é nada?
Tudo p’ra mim não basta!
Eu quero cada gesto, cada palavra… cada segundo da tua atenção!

Faça isso por mim!
Leve a dor p’ra longe daqui…
Estou cansada de ouvir que eu só sei amar errado… estou cansada de me dividir!?

O que é certo no amor? Quem é que vai dizer?
O que falar… calar e… querer?

Eu quero absurdos, quero amor sem fim!
Eu quero te dizer… que eu só sei amar assim…
Eu quero absurdos, quero amor sem fim!
Eu quero te dizer… que eu só sei amar assim?!”

Saturday, March 20, 2010

Sem temer naufragar!


Três
(musica de Adriana Calcanhotto com composição de Marina Lima & Antonio Cicero)

"Um:
Foi grande o meu amor... não sei o que me deu?
Quem inventou fui eu!
Fiz de você o Sol, da noite primordial...
E o mundo, fora nós... se resumia a tédio e pó!
Quando em você tudo se complicou...

Dois:
Se você quer amar, não basta um só amor...
Não sei como explicar?
Um só sempre é demais...
P'ra seres como nós, sujeitos a jogar,
as fichas todas de uma vez...
Sem temer naufragar!
Não há lugar p'ra lamúrias, essas não caem bem?
Não há lugar pra calunias!
Mas por que não nos reinventar?

Três:
Eu quero tudo que há! O mundo e seu amor!
Não quero ter que optar?
Quero poder partir... quero poder ficar...
Poder fantasiar... sem nexo e em qualquer lugar!
Com seu sexo... junto ao mar..."

Thursday, March 18, 2010

Waiting for fate's moove?


Under a blackened sky
Far beyond the glaring streetlights
Sleeping on empty dreams
The vultures lie in wait
You lay down beside me then
You were with me every waking hour
So close I could feel your breath

When all we wanted was the dream
To have and to hold that precious little thing
Like every generation yields
The new born hope unjaded by their years

Pressed up against the glass
I found myself wanting sympathy
But to be consumed again
Oh I know would be the death of me
And there is a love that's inherently given
A kind of blindness offered to appease
And in that light of forbidden joy
Oh I know I won't receive it

When all we wanted was the dream
To have and to hold that precious little thing
Like every generation yields
The newborn hope unjaded by their years

You know if I leave you now
It doesn't mean that I love you any less
It's just the state I'm in
I can't be good to anyone else like this

When all we wanted was the dream
To have and to hold that precious little thing
Like every generation yields
The new born hope unjaded by their years...

"Hoje não sei amar."


“Hoje não sei amar.”

Relato-me nas coisas que morro.
O dia seguinte foi sempre o mesmo. Eles passam sem saber porquê? Para onde? Felicidade o que é?
Já pedi tantas vezes que não me fizessem perceber; que não me mostrassem o acordar…
O verde reage, como se fosse primavera. A carruagem leva-me, como se fosse de dia. Viver nos outros… a melancolia.
Amei sempre sozinha.

Quero fugir, apagar o sorriso, aconchegar a memória… livrar-me do presente aos outros, enquanto é quente o recuerdo de mim. Para morrer fazendo parte. Mas sou cada vez menos…
A estrutura que me origina, rejeita a minha ironia. De raiz em raiz, todos os elementos que passavam por mim, já formam outra fôrma.
Vejo os momentos em que me elimina, revejo-os em hipocrisia.
Não há louco nesta morada que não a minha.

Cresci versátil, ao servir alheio. Cresci volátil, para viver outro recreio. Servi a estrutura em origem, alimentei o seu vôo, ajudei-os em sonhos… esqueci o meu plantar. Descurei sempre o meu desejar.
Agora que a boba em corte, faz somente de palhaço triste, a fotografia de família dispensa-me a cores. Sim, o natal é dos outros. É do sol, do poente, da praia… no natal perdi a fonte.
E se soubessem o que eu chorei?
Quase morri no fumo incoerente, na parca tentativa de auto-aquecimento. De resto, ninguém daria por isso. Por mim ali jazida, iludida, quase aquecida. Acho que foi por fim, por esse afinal… que nem morri.

Sonhei sempre voltar em primeira… na primavera. Mas nesta tenho sido difícil de assentar. Amo sempre o ano passado. Esgotado.
A estação Verão vai chegar, num dia comum… e eu morrerei de frio.
Plantei bolbos em chão de Inverno. Não vi cores nas flores. E será que as vi… as flores?
Amores não vivi.

Podiam passar duas semanas da minha morte, que seriam dois anos para el@s.
Na minha memória, cada hora são tantos minutos… chegam a ser mais que os segundos… vão e vêm entrelaçados.
Às vezes passam dois dias que vi fundir no mesmo. No mesmo que é sempre o mesmo, que leva horas a passar.
E foi para mais longe de mim… mais um fim-de-semana. Mais uma semana que termina, na caixa de correio vazia.

Se a morte me visse, era também mais infeliz.
Porque nada na minha estrutura, se lembraria de mim muito mais que uma estação. Seria um alivio, perder de vez a raiz que os ancora a um passado indesejável. Só eu fiquei para trás. Eu que fui feliz naquele.
Eu que quis não perder o amor… fui assim extorquida em continuidade, em ingenuidade; até cada ramo do todo, ser divisível em si mesmo, noutro jardim longe dali.
A mim deixaram-me secar aqui. Juro que não me dei conta.
O alarido crescente, no caos do chamamento alheio, fez-me perder a consciência. Rodei, bailei, amei, enquanto houve sino que me tocasse.
Mas não há mais nada a fazer. O toque era um empurrão, era fugir de puxão. Deste desejo tão maior, em unificar uma memória minha, rebentei as minhas extensões.
O balão pesado sobrou em bocadinhos distantes. A estrutura traiu a sua trela. Já não há ponta de mim, passada a quente, que pegue em sol nascente. Tudo em mim acusa: demente!
É inútil reavivar-me. É perdido defender-me. A estrutura a unificar, não reconhece na minha base o passado. Só eu fui feliz ali.
Ela recorda o pesar. A sua felicidade é presente; e é mais além. Mais longe… mais fora de mim.
Eu insisti e perdi.

Os anos novos, na fonte de criar mais laços, já foram no vazio. Foram entregues a eles… aos ramos de origem… à secura do retorno.
Enquanto floriam, eles aprendiam o nó seguinte. Prendiam o amor pedinte.
Não bebi nada disto.
Lutei sempre para manter a base, a antiga percepção do laço de ternura.
Em cada estação, era urgente sobreviver a uma nova ruptura. Adaptar a nova desilusão ao sonho de menina. Perdi-me completamente neste felizes para sempre.
Acordei sem mão, sem coração, nem canção de embalar. Acordei no dia de hoje.
Hoje não sei amar.




Lx,casa de ROMA-AMOR, 15 Março 2007

Friday, March 5, 2010

"To your love"... lyrics & music by Fiona Apple


"Here's another speech, you wish I'd swallow...
Another cue, for you to fold your ears
Another train of thought... too hard to follow...
Chugging along to the song,
that belongs to the shifting of gears...

Please forgive me for my distance
The pain is evident in my existence
Please forgive for my distance
The shame is manifest in my resistance

To your love, to your love, to your love...

I would've warned you, but really, what's the point?
Caution could but rarely ever helps...
Don't be down, when my demeanor tends to disappoint...
It's hard enough, even trying to be civil to myself?

Please forgive me for my distance
The pain is evident in my existence
Please forgive for my distance
The shame is manifest in my resistance

To your love, to your love, to your love...

My derring-do allows me, to dance the rigadoon... around you!
But by the time I'm close to you,
I lose my desideratum and now you... so... now you have it,
so baby tell me what's the word?
Am I your gal, or should I get out of town?
I just need to be reassured?
Do you just deal it out,
or can you deal... with what I lay down?

Please forgive me, for my distance
The pain is evident in my existence
Please forgive me for my distance
The shame is manifest in my resistance

To your love, to your love, to your love..."

"A trilogia Profética" (3poemas)


(1)
"Mais tua que Lua"

Eu sou energia pura!
Eu sou sua lua!
Longe, dentro... tua!
Vem, trás, mantém... essa luz: esperança!
Vem, trás, mais sonho... nesse bailar: a dança!

Eu sou vida nua!
Eu sou razão e rua!
E sem querer, sem raiz... já sou mais tua que lua!


(2)
PARA LÁ DO REAL
(aka: “Amar uma Ilusão tua”)

Eu vou amar-te... fantasma!
Para lá do intermitente,
séco o coração no resto... o eixo é este!
Já viu luz de dia... e até que de novo arrepia,
eu vou amar-te fantasma!
Sem a-deus, des-amor, nem fantasia...

Lx., 3 Março 2010 (noves fora: 3.3.3 =9 =0)


(3)
APOCALIPSE NOW!

Sempre que não me amar,
morre, morrerá, morreu,
mais alguém de bem... eu sou o teu olhar!

Sempre que o desviar,
morre mais uma serena de nós... e vem o mar colher a foz!

Sempre que me desdenhar,
este amor sairá cego ao luau,
pois juntas somos o eixo... aquele que principia,
o inicio, o fim... e o fecho!

"As Perdas ficam Perdidas"


(excerto "278" do livro do desassossego do Fernando Pessoa):

"A maioria dos homens vive com espontaneidade uma vida fictícia e alheia. "A maioria da gente é outra gente", disse Oscar Wilde, e disse bem.

Uns gastam a vida na busca de qualquer coisa que não querem; outros empregam-se na busca do que querem e lhes não serve; outros ainda se perdem nas buscas de vida... Mas a maioria é feliz e goza a vida sem isso valer.

Em geral, o homem chora pouco, e, quando se queixa, é a sua literatura. O pessimismo tem pouca viabilidade como forma democrática. Os que choram o mal do mundo são isolados - não choram senão o próprio.

Um Leopardi, um Antero, não têm amado ou amante? O Universo é um mal.
Um Vigny é um mal ou pouco amado? O Mundo é um cárcere.
Um Chateaubriand sonha mais que o possível? A vida humana é um tédio.
Um Job é coberto de bolhas? A terra está coberta de bolhas.
Pisam os calos do triste? Ai dos pés dos sóis e das estrelas.

Alheia a tudo isto, e chorando só o preciso e no menos tempo que pode - quando lhe morre um filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários; quando perde dinheiro e chora enquanto não arranja outro, ou se não se adapta ao estado da perda - a humanidade continua DIGERINDO E AMANDO!

A vitalidade recupera e anima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas."

Tuesday, March 2, 2010

Move with me!


A song from the past... Neneh Cherry!

"Into a world... I plunge through my headphones,
escape into the streetlight, I begin to believe in destiny...
...when my surroundings in rhythm with me...
I'm just a grain of sand, walking in a sea of people...
I look around me... and my name is just someone...
For a moment in time... I belong!

Where my heart beats, the fear is gone...like destiny!
So... move with me! I'm strong enough! to be weak... in your arms...
Move with me! I'm strong enough! to be real... in your arms...


(...)
Like the joker on the pile... never coming or going..
The colour of my true cards... was showing?
Keeping in touch, with an idea that I been growing...
Trust! trust I must... trust with my head on my chest... I rest with the rest of the restless!

So... move with me! I'm strong enough! to be weak... in your arms...
Move with me! I'm strong enough! to be real... in your arms!

Monday, February 22, 2010

devolve-me a mim... (poem by *me*)



Devolve-me
demove-me
envolve-me
de volta em loucura
de nova de mim
do lugar dentro de ti

Tudo aquilo que me perdi
todo o instante em si
desde sempre
desde mim
do momento que nos vi
perdi o sentido e o fim
de mim em ti

Devolve-me a paz
de envolta em sabor...
... o Amor, o Amor!
O Amor e a Vida!
Peço-ta sentida alforria
Agora em mim... devolvida.

O amor, o amor!
de dentro de mim na dor
O ardor, o ardor!
A loucura no novo, sem pudor!
Toda benvinda em mim
toda sortida por ti
sentida ainda sim... dou-me.

Dou-me de sim
perco-me por ti
sempre e a cada instante!
A mão, ao pé, o fim!

Devolve-me agora por mim
enfim o triunfo de si!
o beijo por nós
os rios sem foz
A mão, ao pé... o mim!
A razão o chão, o sim!

Traz-me de novo a mim
traz-me envolto o fim
traz-me de choro no chão
Come em mim... o pão!

Devolve-me por amor enfim... o coração que levaste de mim.

Sapa


Lx, Primaverde 2006
(editado a 3 Maio 06)

Thursday, February 18, 2010

It isnt easy...


...to love someone who doesnt love herself...
Plus, u'll be sure to miss me... once I'm gone...

HannaH

Wednesday, February 17, 2010

You said u needed time... u had time...


"You Had Time"
(Lyrics by Ani diFranco)

"How can I go home... I've nothing to say?
I know... you're going to look at me that way...
And say... What did you do out there?
And... What did you decide? You said you needed time... and you had time...

You are a china shop... and I am a bull!
You are really good food... and I am full!
I guess everything is timing, I guess everything's been said...
So... I'm coming home with an empty head...

And You'll say... Did they love you, or what?
I'll say... They love what I do.
The only one who really loves me... is you!
And you'll say... Girl did you kick some butt?
And I'll say... I don't really remember? but my fingers are sore... and my voice is too...

You'll say... It's really good to see you!
You'll say... I've missed you horribly?!
You'll say... Let me carry that, give that to me...
And you'll take the heavy stuff,
and you'll drive the car,
and I'll look out the window... making jokes... about the way things are?!

How can I go home... I have nothing to say...
I know you're going to look at me... that way...
And say... What did you do out there? and what did you decide?
You said you needed time... and you had time...#


Sigh... I miss you... so many indecisions... why does loving you, needs to be this hard? I'm about to get out of the door... and u see... once I'm gone, there'll be no turning around... this will be our last chance... Ms.Belette.

Monday, February 15, 2010

As Palavras e o Vento Norte... (Words & Wind)


“As palavras, levam-nas o vento…” (ditado popular)

… Nem todas!
Só as faladas… aladas…
Aquelas que insistem voar sem asas!???
Já as pensadas… as minhas… as dementes,
ficam retidas, em falsas de ser poente…
… na mente pasmada, cansada,
quase ausente… mas enfim, sem mais nada,
sem ser… ciente.


Lx, 19 Junho 08 (calor!??)
Editado : 21/22Junho 08… olá solstício!

Fumbling towards... an illusion!


(NOTE: this poem was written fifty fifty... along with another "shoe girl"... www.shoe.org)


"By fumbling I died... not falling I've loved"
(on Jul 15 06)

I fumble on your skin
I kiss you deep
all over-
tracing words in promises
over forms of inspiration
asking love how you feel

Not so calm-
I second guess both breathings
rising up your chest
heaving down my lips
I find thy
I find me
through dark voids-
each touch holds us back

You tense & rise
you clench in me
you feel you free
you fall for senseless
locked in both elations
falling from my edge
stretching arms in rest

Fear widens your eyes
filled with my perpetuity
as you implore reflection
to hold you close perfection-
hold you ‘til the day breaking
hold you ‘til the world ending
hold you ‘til your heart stay
hold you ‘til my words lie
tighter than your own
liar than two stones
skin weeping hearts
wrapped around these bones

‘Till you moan your enamoured reprieve
searching for the voice
laying for the dove
telling me you’ve loved
the bleeding of my move

Later-
Searching for retreats
to ever deny the moment
of rushing all those streams
if only you’d forget
pleasures you can’t regret
years after-
claming your innocence
long before my absence
you may ever dream-

Over themes that never happened...


PS. I guess will keep seeing each one another… over floating day dreams alone… in some forgotten song perhaps… not in *motion* though… and never in the flesh… *sigh*…

Wednesday, February 10, 2010

What if EVE wanted to leave?


I've always been fascinated with this subject... and so decided to do some 'web-research' and started wondering about 'other reasons', that might have lead Eve to eat... and (above all!?)to tempt Adam in eating the apple along with her...

What if what she really wanted, was to leave Adam, and all that 'paradise/happy strai8 marriage' thing?:)

Did u know that the first woman in heaven was Lilith? Did u know that she refused to obey Adam, by saying that she was also created before 'dust', same way he was... therefore, their rights in paradise were equal?

Some say she was the first feminist ever!;)
Later on...unhappy with his given hife, Adam complained about it to God, and he 'offer' him 'Eve' instead. This time, God decided to create his new wife, out of his own 'rib', so that she would be in a 'downlow level' and obey him, with no questions ask.

Poor Lilith was thrown out of heaven into the desert. Some say she re-entered heaven, disguised as a serpent, to 'tempt Eve' back...

Is the serpent really Lilth in disguise?
What if the serpent did seduce Eve after all?
What if all she wanted was a lil woman's company in the desert?;)

Or maybe... that serpent is really not to be trustful, and she also seduced Lilith before into the desert!? Will the serpent be 'back' for more? Is she hidding a 'harem of Liliths & Eves', somewhere in the desert?

I once wrote a 'poem' 'playing' with these ideas of mine... This isnt meant to 'provoke' any christian ladies *out there*... it is just another little side-story about 'Adam & Eve'.

And so i once wrote...

EVE's REVENGE!

'May I have ur attention please!
This post,
isnt meant to be a poem,
but my sign of protest!

What just happened in paradise was grotesque!
The serpent betrayed me
God mistreated me
And Adam... poor adam... was just another 'jerk' lost in paradise...

But what about sweet Lilith?
Does anyone in here, knows what has become of fair Lilith?

I heard she was sent to the desert, for desobeying Adam's commands... Where did she go?
Do anyone of u fairies know?

Coz... Im Eve's revenge!
A new born Amazon!
Whose single quest will be:
looking out for lilith strength... and put that serpent to rest!'

Tuesday, February 9, 2010

"Ondas de Sonhos Rosa"


... e porque nada na vida está seguro de não ruir... pego uma onde de vez em vez... a ver se evito morrer na praia... esta onda deu de si... tristemente agora "bóio"... até ao deslumbramento seguinte... per ti, principessa... todas as ondas de amor no mundo!
Fica bem.

"Ondas de Sonhos Rosa"
(aka "Ser Omega no Sistema")

Eu devia seguir daqui e não consigo. Estou rodeada de peso. Perdi os anos nos outros, os sonhos na vida dos outros... Não consegui amar no descanso, reter a paz, respirar a alma alheia. Amei, amei e nada. Segui a linha que me levava a ti... ao final feliz, porque achei que o desígnio existiria, como percursor da tua sina.

O coração foi-me oferecido numa caixa de jóias. O dia não tinha sido bonito até aquele momento, mas desde então, cresceu em mim uma certeza de amor futuro... não era das tuas mãos que vinha tal oferta, mas de uma sombra tua... e eu voltei a ver deus de dia.

Saí na manhã seguinte com uma nova transparência: o teu rosto a preto e branco, era o meu despertar para um silêncio e sono obscuro. A minha luz era o teu profundo, as minhas raizes criavam força nas tuas ilusões de criança. A minha existência ganhou nova forma de ser, porque era na tua sede que meu reflexo bebia as horas. Era na tua mente, que meu caminho engolia uma nova estrada... a flor colhia a chuva divina.

Caminhei na tua lida, cerquei a memória e pedi-te o amor em volta. Soltei esse amor aos ventos, gerei poemas absurdos que calquei em vasos de pedra... e os rios não se fizeram esperar: o ricochete veio desassossegar um mundo morto... e num raio de sorte, um barqueiro embrulhou-nos a morte. Nunca deveria ter feito tal serenata... a erva ruim brilhou e sufocou-te... minha rosa branca.

Acordámos à força! Ninguem queria sair dali, mas o pé estava sem chão de fundo... a terra levou-nos o todo. Duas viagens às origens denunciaram o plano de amor. A estrutura receou o abandono e ruiu primeiro. Estivemos três dias à deriva, entre corredores e vigas reerguidas... no labirinto dos outros.

Eu reagi, tu reagiste, o mundo cedeu... tu e eu fomos sugadas pela esfera crítica, de volta à nossa condição de espera: aquela que ama, ama e nada. Na trela do desconsolo, dedicamos a vida ao sistema: sustentamos a fé que os alimenta, na esperança de uma libertação própria... mas nós somos o paradigma da sua existência.

A vida passa por nós num colapso ciclico, sem ousar perder o limiar interior, para que sigam nesta barca de dor... as demais vidas normalizadas. O mundo dita-nos esta presença: a nossa solidão gera ondas de "sonhos rosa"... sair desta condição, levaria o ecossistema à loucura! Deus não permite comer a cenoura.

Eu lutei contra este punhal de ciúme... mas lutei sem ti. Ficaste embargada a norte. Ruiu-me o mundo por cima, em ti por baixo: eu destemi o corte e voei de coração aberto... a sul o vento soprou mais forte. Perdi-te na espuma do ódio. As asas não nadam... e quando voltei a respirar-te, já a tua conivência morria... por um mundo que finalmente suspira! Já girávamos de novo, em volta de uma hierarquia imposta:

"Em pólos opostos, o círculo é rehabitado à periferia... tu no fosso da lua... e eu na sombra da utopia."

Sandy sinks under lesbian love...: Soul slide...

Sandy sinks under lesbian love...: Soul slide...
Natureza & Biodiversidade, Associativismo & Cooperação, Experiências & Vidas Alternativas, Músicas do Mundo...

Ensina-me a amar... pq não me sei deixar amar plos outros?


"Ensina-me o amor!"

O tempo fugaz na vida das coisas
sei que te perdi no dia que te disse:
quero o teu amor!
Sei que exalas a duvida na morte,
vem viena navegar mais forte!

Ao largo da vida,
é surreal ser... amar... e destruir!
Quando te quero bem,
as nuvens não fazem pressão...
não chove na arcada do medo
e a flor murcha.

Sei que me vês de vidro,
no dia que te disse : morre em mim de pedra!
Fora de sentido,
foste chorar-me à tua campa...

Agora vivemos no interludio do chicote,
não há amargura tua que não me doa,
nao ha vontade minha que te comova!?

Ontem encontrei o sistema na foz,
ontem chorei até ouvir-te... de cor.
Sem voz... fomos de encontro a deus,
sentamos no seu jardim de pedra,
mas não houve fome de anjos
e sem querer, o teu no meu... se perdeu.

Sei que me vês como hera,
subo sem seguir a rega... estou dentro!
Deixa-me subir à superficie!
Deixa-me respirar a dor!
Vem comigo ver o sol... inventar o suspiro...

Os passos começam no vinho,
o gesto segue sem pudor...
e num trago... quando olhares de novo,
vamos estar em unissono: é isto o amor!


Sabbath, 23 jan 2010