Wednesday, January 25, 2012

"Por onde olham os pés?" (a poem of mine)


"Stay for a while,
and love whatever you may find...
My emotional dove,
my heart, your own...

Still... slide whenever you can,
coz love might be lighter than shown...
And paths cant be broken alone?

My love, above, our own?
Both feet will walk this stone,
I know... you're my lovely... one."


...simple... and yet so... true.
Evora, 11Jan2012

Thursday, January 19, 2012

Morte ao vento! (the death of the wind)


"Morte ao vento!
E eu prometo o esforço de lá não voltar...
Voltar Voada à casa do Vento... sustento.

Não amo mais aquele encontro... suspenso?
Portento, ausento... te.
Defendo-me?

Acuso-te, no teu melhor intento... e a tempestade por alento.
Não afufo mais... assento.
Sem ti Serei maior... sem medo serei o vento!

Já fui e volto sem corrente... ausente.
Carente em agua sua... acorrento-me à tua?
Será que nada? Será que a afoga?

Afoito o poente, por mim, em mim.. mais nada por ti.

Deus queira que morra.
Deus saiba que sofra.
Deus queira que se solte & não sopre mais... enfim...sigh!
Que não finja mais por mim... e não me envolte mais em si... jamais!
Sem fronteira, na fogueira eterna do alibi... deus queira, meu deus... eu quero.

Deus sabe de si?
E eu de hoje passo por mim, sem sede... e cuidarei por ti.
Sem medo, cuspo... chuvi!
Sem credo, olho... vivi!
Sem deus me atiro, assim... sereia.

Olharei agora, meu deus... por mim."


Nota: poema ainda em construção... sigh?!
Lx. 17 Março 2006 (editado a 19 Janeiro 2012)

Diogo - Laços (Final) - OT 2010

Saturday, January 14, 2012

*Laços*

(a song by "Toranja")


"Andamos em voltas rectas na mesma esfera,
Onde ao menos nos vemos, porque o fumo passou...
e a chuva no chão, revela os olhos por trás?
Há que limpar o restolho, do tempo que o tempo queimou...

Tens fios demais, a prenderem-te as cordas...
Mas podes vir amanhã, acreditar no mesmo Deus?
Tenho riscos demais, a estragar-me o quadro,
Mas se queres vir amanhã, podes vir amanhã, acreditar o mesmo Deus...

...devolve-me os laços, meu amor... devolve-me os laços, meu amor... devolve-me os laços...

Andamos em voltas rectas, na mesma esfera...
Mas podes vir amanhã, se queres vir amanhã, podes vir amanhã...
Tens riscos demais, a estragar-me a pedra,
mas se vieres sem corpo, à procura de luz...

...devolve-me os laços, meu amor... devolve-me os laços, meu amor... devolve-me à vida..."

Saturday, January 7, 2012

Love Cures! (by Mimi Guarneri)


"Curiosity, of course, shares the same root as 'cure,' so... in a way... what we love and what captures our curiosity, draws us forward into some place of great destiny.:)"

~by Mimi Guarneri


Blogging at... "Praça Café" (Leiria), Sabbath 7Jan2012

Saturday, December 17, 2011

"A Guerra Maldita" (mais um poema por editar...)


"Continuo a lavar-me em àguas passadas, esgotei o chá!
Não creio no futuro revisto, hoje sigo a lua inteira!

Levo-me na àgua corrente, mas seco-a sempre ao poente...
Soube do isco da cereja: há mais uma q ficou em meia?
Mas eu vi na estrelas... era outra hipótese de sereia!

Amanhã revejo tudo isso, mas por ora acredito:
Meu coração ganhou-a... maldito!"


Leiria: Sabbath (17 Dez. 2011)

Saturday, December 10, 2011

"Viagem Anunciada" (por Rosa Melo)


Talvez um dia, eu chegue a navegar...

Meia lua na mão cheia,
a face oculta a espreitar
meus planos quinquenais vingam,
cumprem-se infalíveis

Duma casa a outra casa
Um por um, os passos certos
A dor fincada à ilharga

Mais um tecto, outra parede
Novo chão que me recebe

Talvez um dia eu navegue...

Friday, December 9, 2011

transparent (a poem by Rosa de Melo)


"Transparente"

Quando voltares,
não voltes para ser eco.
Salta por sobre as horas incríveis,
desfeitas e eternas.

Quando voltares,
não voltes para malhares em pedra dura.
Não dês aquele tanto,
que pode a pedra furar.

Quando voltares,
que fiques reinventada e a jeito... já divinizada.

Wednesday, December 7, 2011

"Outro Poema" (por Joel Henriques)


OUTRO POEMA

"Nunca escreverei um último poema.
Depois do que disser,
Haverá sempre as frases do improvável.

A aceitação revelará o limite desejado,
Mais nítido
Do que todos os que poderia encontrar.

Não me pertence a última palavra
E não deixarei lembranças.

Apontarei para a dispersão
Por meio de um afectuoso silêncio."

Monday, December 5, 2011

queimei-te alecrim! (a poem of mine)


queimei te alecrim!
queimei te o dente de leão,
queimei te a volta e... meia.

e no jogo, da serpente... já nada serpenteia:
liberto coração!

queimei-te allegorreia!
aos molhos, alegria, alegoria à... visão?

sim, alecrim em minto, de mênta?
não sinto... nem sequer...
no amor.

foi se... tinto, no vinho...
... q ficou por beber.


Leiria, no "xico-lobo", 2dez2011

Wednesday, November 9, 2011

"Memórias IV"


"Elegante na vida obscura,
meu passado mirra em chamas
por entre brumas e ruinas puras,
no colectivo recolher das almas

Amo-te entre os saltos,
nas agulhas dementes a Deus…
Hoje, retiro-me quase a salvo,
entre a chuva, mentiras... e cheiros teus."


Em Evora, no "Condestável"... a beber um chá... (4ªed.de "Memórias").

"filtros"



"Os filtros da vida, em esquema de morte,
correm-me atraves da sorte, em avenidas despidas...
... tudo poesias perdidas."


Evora (Residencial Policarpo), 9 Nov. 2011

Thursday, October 6, 2011

"Imagens interiores"


(I first wrote this text: "IMAGENS INTERIORES"/ Inner Pictures, as a "legend" to some water colors i've painted a few years ago... but they all vanished somehow? Only the words remained...)

"As papoilas, remetem-me sempre aos vapores da memória feliz,
no caracol dentro de si.

Escondida sobre uma gruta suspensa,
observava em silêncio as multidões em cadência...?
Procurando acreditar, vou de novo rebocar a alma...
Afinal era verdade! Ainda se sente um espasmo de amor!
Mas o seu Dragão é desviado;
revoltando-se a alma aos espasmos de dor...
Deus afinal mentiu-me.
Choram os anjos por mim, porque hoje para mim,
verter qualquer emoção perante deus, é sinónimo de desperdício.
Ele não nos ouve."


(Leiria, Inverno 2007)


This second watercolor is mine though...


It tries to capture a dance show Ive seen once: "Nú a Vermelho", from this portuguese dancer called: Margarida Bettencourt. It was in lisbon (at "LX. FACTORY") in the spring of 2009... Cheers!:)

Monday, October 3, 2011

Memórias III




"Elegante na vida obtusa,
meu passado mirra em chamas
por entre fúrias puras,
no colectivo recolher das almas

Amei-as entre os saltos,
nas agulhas dementes a deus...
hoje, retiro-me em ameias...
quase a salvo, das mentiras e cheiros teus."


Lx. 23 nov 2007 (3ªed. 24 set 2011)

Monday, September 19, 2011

"As Palavras Não Ditas..." (2ª entrada)

"AS PALAVRAS LEVAM-NAS O VENTO..."
(ditado popular)



"... nem todas!
Só as faladas... aladas... aquelas q insistem voar sem asas?
Já as pensadas... as minhas... as dementes... ficam retidas, em falsas de ser poente...
... e a mente pasmada, cansada, quase ausente... mas enfim... resiste:
Sem mais nada, sem ser... ciente."



(Lx. 19 Junho 2008)
1ªed. 21/22jun2008 e 2ªed. 19set2011

Wednesday, September 14, 2011

... palavras ao vento.


... AO Vento!

E eu, prometo o esforço de lá não voltar.
Voltar voada à casa do Vento.
Sustento?
Não amo mais aquele encontro...

Portento e... ausento-me.
Defendo-te.
Acuso-me ao teu melhor... intento?
A tempestade por alento?
Não afufo mais... rebento!



Em semi-lento... fui.
Sem ti Serei maior?
Sem medo serei o vento!
Ausento-vos aos dois!
E já fui novamente... mas volto sempre.
Foi só amor corrente?

Correcto em água sua... acorrenta-me a si mesma...
Será que nada? Será que foge... ou se afoga a mágoa?



Afoita no poente, sugere sustento.
Por mim... em mim... mais nada por ti.
Deus queira que saiba?
Deus queira que seja... que sim!
Que solta não sopre mais... enfim... mas volte sempre!
Sempre... para junto de mim.

Que não finja mais em si?
E não me envolva em mim... sem nós... jamais!
Sem ela, se acuda e sacuda por aí...
Sem fomeira, na fogueira do alibi!
Deus queira, meus Deuses... eu queria!

Deus saberá de si...
E eu de hoje passo por mim.
Sem sempre cuidarei por ti?
Sem medo, cuspo... Chuvi!
Sem credo, olhei... vivi?
Sem nunca dizer a... deus... eu sei amor... que vou perder o teu.


Lx, 17 Março 06 (editado a 14 Set. 2011)
PS. The poem is mine, the dancer is Nelia Pinheiro (www.cdce.pt).

Monday, September 12, 2011

QUEER-Lisboa is back!!! :)



The international gay & lesbian film festival is back!
It will be starting this next weekend, on the 16th September... and you are all invited!:);) For more info, please check out the website: www.queerlisboa.pt
ENJOY the ride!!!

Friday, September 9, 2011

*Pontes e Poentes* (trilogia)



POENTE 1

Um fino lume aperta, essa corda do avesso...
Sem ti me despeço... da janela ao poço.
Já não sei onde beber?
Desejo em papel, duas cartas e um peso...
Encosto a cabeça ao posto,
e cerco sonhos ao ver-te dormir... noutro final que não o nosso?



PONTE 2

A arca transborda o som...
Sem ele, encerro-me a frio e medo...
Passei-me nas uvas a ferro, perdi-a no trilho vazio?
Afinal foi sonho... a outra noite contigo?
Peço socorro d'ouvido"... e de novo, juro sair sem suspiro... sigh!



POENTE 3

Mordi a flor azul, mas o quadro permance um sussurro...
Recordo a chuva em soluços... meu conforto absoluto!
Vem agreste pla água... na emoção do recobro, redobro a veia e o prego!
Sem sorte nem soro, entre o tapete e o absurdo, troquei meu amor por ouro?
Deixei-me transbordar no corpo, bebi sozinha o *todo*...
Nunca soube se era o certo?... sequer seguro?... amar-te de ventre aberto...



(...) poema inacabado (...) sigh!

Lx. 31Ago2011 (ed.9Set.2011)

"desgastes digitais"


...fica um excerto do poema de Ruy Belo...q em nada tem q ver com este titulo meu no blog... mas explica o porquê da minha "vontade" actual, em ausentar-me um tempo de fronte destas maquinas "insaciáveis" de tempo... e alma?

"Estás e nunca estás e o vento vem e vergas...
e há também a chuva e por vezes molhas-te,
aceitas servidões quotidianas, vais de aqui para ali,
... animas-te, esmoreces, há os outros, morres...

Mas quando foi? Aonde te doía?
Dividias-te, entre o fim do verão e a renda da casa...
Que fica dos teus passos dados e perdidos?
Horário de trabalho, uma família, o telefone, a carta,
o riso que resulta de seres vítima de olhares...

Que resto dás?
Ou porventura deixas algum rasto?
E assim e assado sofro tanto tempo gasto..."


(por Ruy Belo, edições: Assírio & Alvim)